Thursday, March 17, 2011

Escrever em um blog não é tarefa fácil, ainda mais se você é uma pessoa que, como eu, acredita na fluidez da escrita. Fluidez na escrita? Que porra é essa!? Certamente é o que me perguntarão psiquicamente aqueles que não tiverem saco para deixar um comentário abaixo. E eu responderei: "Exactly!". Restará, então, apenas a esperança de que todos tenham entendido o meu ponto. And that's that...

"Se você disser que eu desafino, amor"... You're an evil bitch!

Será que eu devo mudar de blog, ou será que eu devo mudar de nome? Quem sabe comprar um monociclo? Ou uma lamparina? Choices, too many choices... I WANT A COOKIE! Thou shall not give a crap.
Aos poucos eu entendo que isto nunca se tratou de uma ferramenta de aceitação. Não que alguma vez eu tenha tido a esperança de ser descoberto por uma mente brilhante que gets my writing and shares this non-sensical point of view that I have developed throughout my "not that funny" life; e, after that, tornar-me publicly acclaimed e, quem sabe, ganhar um programa de tv que me permita dizer "pendejo-hijodeunaputana-vetealinfierno-alaconchadetumadre-medialunascalentitas-churrosdedulcedeleche-... lost my point". And that's my dream! I'm almost sure... Mas, since that's not the point, eu realmente não deveria me preocupar com essas coisas agora. Agora eu devo me concentrar em escrever com freqüência incerta palavras aleatórias. CURUPIRA!

Obrigado.

Tuesday, February 22, 2011

Por que você não me disse antes? Eu não tenho obrigação alguma... Sou jovem há tanto tempo que esqueci o que são responsabilidades. E não te faz falta? E por que haveria de fazer? Não é como se eu não tivesse certeza do caminho. Viver nas sombras de um porão de teatro tem as suas vantagens, sei exatamente qual será o desfecho da peça. E por que continuar, por que viver assim? Não se trata do fim, mas, sim, do desenrolar dos fatos, de como os acontecimentos se dão no decorrer do ato. Mas e o suspense? É de matar!

Friday, March 26, 2010

Aviso: Isto é apenas um exercício!

Se houvesse fogo realmente, eu não estaria aqui sentado, escrevendo tranqüilamente em meu blog e sendo criticado por meu MacBook Pro por ter esquecido as malditas tremas enquanto digitava a primeira linha. Isto é apenas um exercício, sabe, daqueles em que tocam uma corneta nos seus ouvidos e dizem: "Eiii, pssst! tá pegando fogo nesta merda... V'mbora?"? É exatamente nessas horas em que eu penso o que diabos ainda estou fazendo aqui.

Não quero ser chato ou parecer como um daqueles caras que sempre chega acendendo a luz, dizendo que brincadeira acabou e, logo depois, liga pra polícia só porque descobriu que você e seus amigos decidiram que seria bacana brincar de "RODA DA MORTE". Eii... Ninguém obrigou ninguém a brincar, ok!!? Ele resvalou e deu de cara numa tocha flamejante, morrendo instantaneamente, porque foi trouxa. Tá! A gente pode ter contribuído, jogando um balde de líquido inflamável e amarrando os cadarços dele justamente pra que ele caísse. A questão é: não tinha mais pipoca em casa e estava chovendo lá fora. Afff...

Na delegacia, o trouxa de uniforme que não parava de me fazer perguntas malucas sobre quem comeu o sanduíche de queijo e sardinha dele resolveu usar a velha tática do "Good Cop, Bad Cop". Primeiro ele me deu uma revistinha da Mônica e depois, uma do Rolo e daquela outra mina chata pra caralho. Na real, não gostei de nenhuma das duas. Levantei e fui embora. Não vou ficar agüentando as viagens de ácido de um faxineiro que acha é policial. Francamente...

O quê?
miF

Monday, November 23, 2009

Saberia que o dia seria estranho assim que seus olhos se abrissem e a primeira que visse fosse um dinossauro vermelho caminhando tranquilamente pelo quarto em que dormia. Quando aconteceu, não se assombrou e isso, sim, o assombrou. Começou a perguntar-se quando havia deixado de se surpreender com eventos daquele tipo. Não conseguia chegar a uma conclusão. Sempre que sentia que se aproximava de uma resposta, ouvia tocar um sino estranho próximo ao seu ouvido. Olhou para o lado e percebeu que, enquanto dormia, alguém ou alguma coisa havia erguido uma pequena catedral em seu ombro esquerdo e que agora anunciava o início do que seria um série de missas dedicadas ao que aprendeu ser o evento do Fogo dos Sete Oitavos. Assim que o sacerdote que pregava a palavra de uma ancestralmente poderosa figura de medo e compaixão terminou o primeiro sermão, adormeceu.

Tuesday, November 03, 2009

Você pode até me perguntar, mas não sei se saberia responder. A verdade é que há muito que venho deixando essa mania de querer ter uma resposta pra tudo. Nunca fui tão feliz e tão frustrado ao mesmo tempo. Nada daquilo que sempre tive para mim como sendo um tipo de verdade absoluta - ainda que consciente da impossibilidade de uma realidade assim – permanece da mesma forma. Como seres humanos, buscamos sempre uma resposta realista, fria e precisa para tudo o que nos acontece; como românticos, temos o mundo a se desfazer diante de nossos olhos, dando lugar à beleza, que invade nossos sentidos e nos faz sonhar. Sou tão certo do hoje quanto seria do ano que vem ou das próximas cinqüenta décadas. Você pode até me perguntar, mas eu realmente não saberia responder. Tudo o que quero é deixar uma memória.

Sentado em meu barco, custo a perceber as horas passarem. O tempo perde todo o sentido para mim e as pontas de meus dedos começam devagar a bater de leve no casco de madeira. O dedilhar que aos poucos ganha um ritmo nervoso invade desrespeitoso todos os cantos da embarcação. O seu espaço e eu, certos de que o som produzido será ouvido nas ilhas mais distantes, mordiscamo-nos a fim de não se perder um do outro. Sim, a nave flutuante percebe como eu, pensa como eu, alimenta-se como eu... Ela é minha e sabe disso, assim como sei que sou dela. Nunca deixamos um ao outro. Junto atravessamos o Estige, caçoamos de Caronte e voltamos para a terra, prometendo novas aventuras. Fazer dos dias completamente diferentes, inconfundíveis e inesquecíveis tornou-se nossa filosofia. A moderação nos permite ser assim. Ela não se importa. Somos a moderação da moderação, o sub-grupo do sub-grupo. Você pode até tentar, mas não conseguirá responder. É um quebra-cabeça. Daqueles que não tem resposta certa, só dúvidas. De onde virá?

Tuesday, October 13, 2009

Era um início de semana perfeito, Eduardo havia conseguido terminar seu grande projeto antes do prazo final e agora poderia usar seu tempo para fazer coisas que lhe agradavam. Pensou que poderia ser interessante começar a correr e, assim, preparar-se para o verão que já não estava mais tão longe. O final de tarde daquela segunda-feira parecia não poder ser mais bonito para se fazer um passeio. Vestiu uma roupa leve, pegou seus tênis de corrida que não saíam do armário já há algum tempo e disparou porta afora sem dizer a ninguém para onde ia e deixando para trás seu celular e todos os problemas que poderiam vir a se formar nesse espaço de tempo. O jovem escritor não queria ser incomodado por ninguém. Com os fones de ipod nos ouvidos, alcançou a rua num pulo e não parou de correr até tivesse ouvido a um álbum inteiro de uma banda nova que haviam lhe apresentado.

Thursday, October 08, 2009

Se a verdade lhe chegasse de forma tão fácil que a realidade de seus sonhos não o atraísse mais que o perfume dos cabelos de Sophia, teria para si que este mundo merece uma salvação. No entanto, a crueldade inebriante e atraente de seus devaneios continuava a persegui-lo, impedindo que conseguisse manter seus olhos abertos. Tendo, então, os dois principais guardiões de sua lucidez prontos a se entregar aos encantos sinistros que os vastos campos do inconsciente podem oferecer, sentiu com imenso pesar que não mais conseguiria agüentar. Ignorante das conseqüências, entregou-se, enfim, aos prazeres da noite. Dormiu...